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“Sessão Nacional do Parlamento dos jovens”
Cerveira no centro do poder - “Sessão Nacional do Parlamento dos jovens”
Esta grande aventura começou às 6h30 da manhã, com a partida dos alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cerveira para Lisboa. A viagem foi extremamente longa (cerca de 8 horas!), mas não demos pela passagem do tempo, uma vez que os novos deputados iniciaram logo conversas uns com os outros, desenvolvendo novas teorias políticas, económicas, filosóficas, físicas e, até, conspiratórias! É assim que os jovens se preparam para “tomarem o poder”!
Devido ao atraso da viagem, fomos todos imediatamente encaminhados para os trabalhos nas Comissões. A classe dos jornalistas teve o privilégio de participar numa visita guiada à nossa belíssima Assembleia da República! Um belo local para dirigirmos, no futuro, os destinos do nosso país!
A comitiva de Viana do Castelo, os nossos “deputados” encontravam-se na 3ª Comissão, onde tiveram uma prestação magnífica, com interpelações constantes e pertinentes. Contudo, o projeto de recomendação mais votado foi o do distrito de Évora. No interesse nacional, os jovens deputados continuaram a trabalhar no sentido de melhorar esse projeto, apresentando novas propostas de alteração de redação e de aditamentos.
Depois de um dia de intenso trabalho parlamentar, fomos brindados com um belo espetáculo de improviso, proporcionando momentos de riso entre o público. Segundo a opinião de vários “deputados”, o melhor do dia aconteceu no jantar, onde tivemos direito a uma saborosa refeição, que teve lugar no Claustro da Assembleia da República. Os “deputados” do distrito de Viana do Castelo tiveram o privilégio de dialogar com o deputado Luís Monteiro, do Bloco de Esquerda, que é o deputado mais novo na Assembleia da República, com apenas 22 anos de idade. Um exemplo e uma inspiração para nós, os mais jovens!
Era chegada a hora do merecido “descanso”! A nossa comitiva foi encaminhada para a Messe dos Oficiais, em Oeiras, onde os todos os alunos puderam conhecer o “lado B”, o lado mais informal, dos “deputados” dos outros distritos.
Foi com muito sono que os jovens deputados começaram o dia seguinte. Mas a energia depressa foi restabelecida com um bom pequeno-almoço, necessária para os trabalhos que iríamos ter. Nem o trânsito infernal para a Lisboa conseguiria esmorecer a atitude dos nossos “deputados”! E essa irreverência foi sentida na Sala do Senado quando os jovens “deputados” tiveram a oportunidade de colocarem questões, sempre acutilantes aos deputados à Assembleia da República presente. Imaginamos que devem ter pensado que poderão ter o seu lugar em risco perante jovens tão bem preparados (até porque não conseguiram responder de forma assertiva, preferindo a oratória que já não consegue enganar ninguém)!
Os trabalhos no plenário foram bastantes dinâmicos, com praticamente todas as delegações a solicitarem intervenções à mesa. Acreditamos que foram escolhidas as 10 melhores propostas feitas pelos jovens do nosso país e esperamos que sejam devidamente analisadas pelos diferentes grupos parlamentares e não “arrumadas na gaveta”! Esse conjunto de proposta encontra-se disponível no site do “parlamento dos jovens”.
Após outro glorioso jantar na Assembleia da República, as várias delegações partiram para as respetivas localidades. Infelizmente não é mais possível relatar os acontecimentos posteriores, pois, mal entrei no autocarro, tive de repor as horas de sono que não tive na noite anterior. Apenas fui acordado quando chegámos à Vila Nova de Cerveira, já passavam das 2 horas da manhã de 10 de maio! Espero poder corrigir este lapso na edição do próximo ano letivo!
Seguem-se as entrevistas realizadas pelo nosso jornalista a duas deputadas à Assembleia da República.
Jornalista: Sobre a tolerância de ponto que vai ser dada no dia 12 maio e o facto de só ser dada aos funcionários públicos, a Sr. Deputada não considera isto uma forma de populismo?
Deputada Odete João (PS): O governo só podia decretar tolerância de ponto para os serviços do estado, não podendo estar a decretar tolerância de ponto para as instituições privadas. Esta seria uma realidade completamente diferente e aí teríamos de realizar um feriado nacional. As empresas podem ou não dar essa tolerância de ponto. Tendo em conta que a tradição tem ditado que sempre que um papa vem a Portugal é dada uma tolerância de ponto, nessa perspetiva eu entendo que não havia razões para não ser dada a tolerância de ponto.
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Jornalista: Se pudesse mudar alguma coisa no sistema educativo português, o que mudaria?
Deputada Odete João (PS): Daria mais autonomia às escolas para poderem gerir os currículos, os tempos escolares da forma que melhor correspondam ao que são as necessidades das suas comunidades. Autonomia e liberdade de decisão.
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Jornalista: Sobre a tolerância de ponto que vai ser dada no dia 12 maio e o facto de só ser dada aos funcionários públicos, a Sr. Deputada não considera isto uma forma de populismo?
Deputada Carla Barros (PSD): Não, não considero uma forma de populismo, é uma questão de respeito! Respeito por uma grande parte dos portugueses pertencerem à Igreja Católica e que querem, portanto, ter a possibilidade de acompanhar as iniciativas em Fátima ligadas à visita do papa Francisco. Sabemos, naturalmente, que não foi acautelada a questão dos trabalhadores do privado de poderem usufruírem mas foi uma opção do governo e vemos com bons olhos o facto de respeitaremos uma data tão importante como a vinda do Papa a Portugal.
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Jornalista: Se pudesse mudar alguma coisa no sistema educativo português, o que mudaria?
Deputada Carla Barros (PSD): Mudaria o vínculo dos professores ao Estado, tornando-os mais efetivos. Tentaria que a instabilidade profissional dos professores fosse minimizada e que pudessem, durante anos mais longos, desenvolver o seu projeto numa região mais próxima da sua residência.

Giuseppe Wilkinson, 10ºB













